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Exposição Ecdise: Ocupação se um corpo transgênero

Ecdise refere-se ao processo pelo qual certos animais - como serpentes, aranhas e insetos - renovam sua pele ou exoesqueleto. Inspirada por esse conceito, a artista transgênero Artur Torresan desenvolveu a ideia central desta exposição, que integra sua jornada de descobertas relativas a gênero e sexualidade com o sentimento de luto vivido nos últimos cinco anos.

"Foi pintando que me descobri uma pessoa transgênero", afirma a artista. Ao voltar o olhar para seu próprio corpo e traduzi-lo em feitura pictórica, ela mergulhou em seu íntimo e constatou que a dissonância presente em seus autorretratos não se devia ás tintas ou ao carvão, mas à encenação de um falso masculino que, até então, performava. 

Ecdise é, portantp, um convite à reflexão sobre o olhar normativo que impôe a dicotomia do corpo binário e sobre a construção de sentidos sociais hegemônicos, especialmente num contexto de ascensão de políticas de extrema direita, que tendem a invisibilizar e merginalizar corpos já marcados por sofrimentos internos. 

A abertura da exposição ocorreu na quarta-feira, 19 de fevereiro, às 21h, na Galeria de Artes da PUC Campinas (Bloco H07, Campus I), com exibição programada até o dia 14 de março. Esta é a primeira mostra individual e narrativa de Artur Torresan, cujo convite transcende a singularidade do corpo, permitindo que qualquer pessoa trans se identifique com a narrativa de disforia e sofrimento que perpassa sua obra, refletindo sobre autoimagem, autoestima e autoconceito. 

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